sábado, 27 de outubro de 2007

Desapego

Pois que tenho cultivado o desapego.
Dou meus livros, pois quero partilhar a sabedoria
Dou meus cd´s, pois quero dividir o belo da melodia
Canto poesias, já que palavras entre folhas de nada valem
Distribuo sorrisos, porque de nada vale a vida sem alegria
Entrego-me ao mistério do próximo segundo
Soltei as amarras,
Tirei os sapatos.
Deixo a porta bem aberta.
De que vale a mágoa?
Quanto custa seu título? Jogue-o fora!
O vazio do não ser é tão mais poderoso.
O rancor seca, a inveja incha, o remorso nos mata aos poucos.
O apego nos transforma em escravos.
O medo nos cristaliza.
Entrem bailando. A valsa, o tema, são livres.
Tragam apenas o coração aberto.
Que o resto se resolve sozinho!

3 comentários:

Telma Ferreira disse...

Sempre bom ler suas palavras...
boa semana amiga!
bjs

frapê disse...

Deusa, vim de baixo para cima, li tudo, e como vc está inspirada! Só não sei se entendi pq "a vida vale a pena" (a afirmação, eu digo). Estou perdendo alguma coisa? E gente, "A valsa, o tema, são livres" é tão Régis! que saudade boa daquele tempo bom! beijoooooo

Fabi M. disse...

Amiga do c�u!!!! Juro que desconhecia esse seu talento. Vc � uma poetisa nata!!!!! Cada coisa linda, parab�ns. saudade mor.