sábado, 12 de janeiro de 2008

A praia de BH

Assumo.
Amo a Praça da Liberdade mais que o Parque Ibirapuera, que o Pontão do Lago Sul, que a Lagoa do Taquaral e que muitos outros lugares gostosos para caminhar por esse Brasilzão.
Caminhar pra mim é mais que atividade física: é um ato de observar e se auto-observar, pois é quando mais penso no que estou pensando.
Adoro caminhar pela praça que ainda tem coreto, mesmo que quase nunca usado para seu fim oficial, que tem jardim de rosas, chafariz, monumento de alguém que desconheço, carrinho de pipoca, crianças correndo loucamente e tudo mais o que a qualifica como uma tradicional praça do interior.
No meu mundo, é o local mais democrático de BH. Nela, um flautista sem camisa solta no ar suas melodias religiosamente toda tarde de sábado. Não cobra por sua arte, não pede atenção, está ali vivendo um momento seu e tendo a generosidade de dividi-lo com os outros.
Nela, o casal de meninas (sim, a Beagachion é muderna) faz carícias alheio aos olhares preconceituosos, uma senhora aplica algo que parece reiki ou passe em outra mais jovem, um casal de velhinhos, na faixa dos 70, se beija como em filme preto e branco.
Duas turmas escolhem as ruelas da praça para beber. Sentadas na grama decidem pelo vinho e pela vodca.
É a vida em seu estado bruto. São as várias vivências, experiências, sensações, momentos. É a vitrine de como somos muitos, grandes e, ao mesmo tempo, nada perto do todo. As palmeiras, quaresmeiras, roseiras, buganviles (não sei como escreve), jatobás e outras tantas completam a moldura do retângulo singular, do meu retângulo preferido.

2 comentários:

Telma Ferreira disse...

ai q bom que vc gosta tanto da Pça. um ponto pra BH ne????? nao vá embora naoaaaaa
bjs

frapê disse...

ouvi dizer que em portugal tem praças incríveis, deusa! hehehe... beijos!